quinta-feira, 31 de maio de 2012



Três dias.
Nenhuma lágrima foi derramada.
Nenhuma lembrança foi despertada.
Apenas alguns flashes, de alguns momentos que eu nem tenho certeza se são verdadeiros, ou se são frutos da minha necessidade de ter algo registrado na memória, nem que seja inventado.

São essas ausências que me incomodam.
Mais do que a ausência do corpo, me assusta a possibilidade de esquecer do homem.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Deixe-me entrar


A cena ainda é a mesma: a mesa de vidro, a cadeira de madeira, a página em branco de um caderno velho, a xícara de café fumegante repousando ao lado, e o fone de ouvido plugado, me tirando do mundo em que me encontro, e me transportando para um lugar novo (nem sempre melhor do que este, contudo).

Mas nessa mesma cena, que costumava ser tão usual, eu agora me sinto deslocado. Tomar a caneta em punho e desatar a transformar em tinta os pensamentos já não é mais tão fácil como antes. A sensação mudou. A confiança se foi. Cada frase agora é construída não por palavras amigas, mas por gotas de sangue e suor que escorrem pelo rosto e pelas mãos, e que se fazem sentir no papel. Não há mais o doce sabor de cada curva manobrada com a caneta, de cada letra desenhada. Sobrou o amargor, o cansaço e a dificuldade.

O que aconteceu? Qual foi o problema? Foi confiança demais no início? Foi o som dos elogios que me inebriou e me fez perder-se no caminho? Só sei que a culpa é minha. Eu me enganei. Assumo minha culpa, e me responsabilizo pelas consequências. Mas também sou fraco, e logo peço clemência. Peço que eu não seja punido à eterna danação de não mais conseguir formular uma frase bonita; que, um dia, eu possa me sentir livre novamente em viajar com a caneta na mão, com os dedos no teclado. Que eu não seja julgado como um intruso em um universo ao qual parece que eu não mais pertenço. Que os versos não mais me subjuguem, e as metáforas voltem a deixar-se domar por mim (ou me domarem, se assim eu conseguir minha redenção).

Sonhei tão alto, e caí. Sonhei em ser escritor, quis escrever, penetrei no reino das palavras como o poeta me aconselhou. Contudo, uma vez lá dentro, tão seguro de mim, perdi o caminho. Esqueci que não havia um mapa, esqueci que o caminho deveria ser trilhado à custa de muito sofrimento. Para segui-lo, só há uma maneira, e já dizia a mestra: escreva todo o dia, nunca abandone o papel, mantenha vivo o cheiro da palavra recém-pensada, recém-sentida. Mas eu preferi ignorar tais instruções, e essa foi a minha desgraça. Inventei pretextos, culpei o tempo. Quando, na verdade, tudo se resumia ao cansaço, à mera preguiça (e eis a minha vergonha).

Paguei pela minha ignorância. As palavras, ah, essas fugiram de mim. E toda a vez que eu consigo enfim agarrá-las por um instante, elas insistem em escorrer entre os meus dedos no momento seguinte, e se derramar no chão, fugindo para longe de mim. São indomáveis agora; eu não mais consigo moldá-las à minha maneira, como tantas vezes eu antes fiz. Sinto-me impotente quando encaro o papel em branco.

E agora aqui me encontro, tentando entrar novamente no reino das palavras. Imploro a elas que permitam. Autorizo-as a fazer de mim o que bem entenderem. Talvez o segredo não seja domá-las como eu pensei que deveria fazer, mas deixar que elas me dominem. Quem sabe?

Se um dia eu quis ser escritor, agora eu devo, acima de tudo, aprender a escrever.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cenas Inesquecíveis: O poderoso tango de “Moulin Rouge!”


Escolher apenas uma cena de Moulin Rouge! é quase uma missão impossível. É só lembrar do musical que imediatamente o filme todo me vem à cabeça, e dá aquela vontade de assistir de novo, e de novo, e de novo, e chorar feito um bebê. Quero citar as falas em qualquer ocasião, quer façam sentido ou não. Quero colocar meus fones no ouvido e sair cantando em alto e bom som para todo mundo ouvir. Quero, assim como Christian, me apaixonar perdidamente (não necessariamente por uma cortesã, claro).
Mas, como o nome disso é “cenas inesquecíveis”, eu não posso colocar o filme todo aqui. Então, obedecendo a essa limitação que me imponho, escolhi a cena que mais me impactou da primeira vez que assisti ao filme, e arrepiou todos os meus pêlos, até nos lugares mais secretos (e ainda arrepia). É o El Tango de Roxanne, o momento em que o Argentino Narcoléptico decide mostrar a Christian a força avassaladora do ciúme (especialmente se sua amada é uma mulher da vida), e para tanto apresenta-o a uma “dança dos bordéis de Buenos Aires”.


Primeiro, o Argentino nos oferece uma breve explicação sobre os passos do tango:
“Primeiro, há o desejo. Depois... paixão! Então, suspeita. Ciúmes! Raiva! Traição! No amor pela melhor oferta, não há confiança. Sem confiança, não há amor! O ciúme! Sim, o ciúme... vai levá-lo à loucura!”
Tudo isso ao som de um violino que vai crescendo gradualmente, até explodir no primeiro verso, cantado aos gritos: “Roxanne!”. E esse foi o momento em que parei, chocado, sem acreditar que aquela música era a mesma Roxanne do The Police. Mas de fato era, e posso estar enganado, mas não lembro de ter ouvido uma versão de uma música que fosse tão diferente de (e bem melhor que) a original. Cantada pelo Argentino com sua voz grave e rouca, com os violinos ao fundo em ritmo de tango, Roxanne ganha uma força inacreditável. E tudo fica ainda melhor quando Ewan McGregor interrompe o tango para iniciar o seu lamento: “His eyes upon your face/His hand upon your hand/His lips caress your skin”, enquanto sai cruzando o salão e aumentando o tom de voz, até que as duas canções se unem e os violinos explodem definitivamente em uma espiral de tragédia, e curiosamente, de sensualidade ao mesmo tempo.


Claro que a tragédia maior ainda está por vir: os passos do tango se confundem com o jantar do Duque com Satine (Nicole Kidman, aliás, é uma diva neste papel), desde o desejo até o ápice do ciúme – e para notar isso basta observar o momento em que o Argentino agarra os braços de Nini, com força, e o Duque faz o mesmo movimento com Satine, quando já está possesso de ciúmes. À medida que a música avança, o Duque avança em seu ataque, e a dança fica cada vez mais agressiva e dolorosa. O tango, torna-se, então, a síntese de toda a história trágica de Christian e Satine, e quando Nini cai no fim da cena, ao som dos gritos de Christian, do Argentino e do maravilhoso coro, vemos ali um anúncio do triste destino da própria Satine. Tudo na dança é perfeitamente equilibrado, como os olhares de Nini que se desviam dos do Argentino, e sua tomada nos braços de vários outros amantes, e a consequente recusa que ela sofre por parte do amado depois; e tudo isso se referindo ao próprio enredo do filme. Tal efeito deve muito à magnífica montagem que concilia o jantar e o tango, e a nítida diferença entre os ambientes.

Em resumo, é uma cena poderosíssima no filme, e que dificilmente é esquecida. Eu, pelo menos, coloquei a música no repeat do iPod e quase não tirei mais. Assim, deixo para vocês a respetiva cena aí embaixo. Reparem em cada detalhe e apaixonem-se também.




Um dia, dançarei tango tão bem quanto todos eles. Só não desejo a voz do McGregor porque aí também já é querer demais.


PS.: Quem estiver interessado, fiz uma resenha sobre o filme para o blog Set Ufam. Aqui.

domingo, 3 de abril de 2011

Nostalgia

— Então, o que você vai fazer com isso?

Pergunta difícil. Eu sei que faz anos desde a última vez. Tenho consciência de que esse tempo todo eles estavam dentro de caixas e sacolas, guardados na estante daquele quartinho empoeirado, onde todas as coisas velhas são jogadas. Mas agora eu não posso evitar de sentir saudades, nem de lembrar.

O jovem guerreiro que precisava salvar a princesa das garras do temível feiticeiro, e desfazer o feitiço que a aprisionava antes da última badalada da meia-noite – típico, eu sei. A espada de luz enviada pelos deuses, e que era a única arma capaz de duelar de igual para igual com a espada negra, enfeitiçada pelas mais tenebrosas maldições, forjada por escravos nas entranhas de montanhas feitas de fogo, e com um veneno letal impregnado em sua lâmina e o brasão de uma caveira em seu punho. A Rainha Branca, que deveria liderar seus peões na batalha do tabuleiro contra o Rei Negro, que havia seqüestrado o monarca branco e o prendera na Torre do Leste, um lugar gelado e isolado do resto do mundo, cuja entrada era guardada por duas estatuetas de cavalos encantadas. O leão que entrava numa guerra contra uma perigosa tigresa, que tentava seduzi-lo com ardis de toda espécie para lhe roubar o trono da selva.

A moto azul que pertencia à Corsária — até hoje me pergunto por que escolhi esse nome —, uma justiceira de capa vermelha que perseguia os malfeitores na calada da noite, e durante o dia servia milk-shakes na lanchonete. Depois de um tempo, a moto azul foi substituída pela moto verde, que era maior e mais bonita, e pertencia a Kelly — também não sei por que —, a caçadora de vampiros meio humana, meio vampira, e que, enquanto também conciliava sua vida dupla, deveria evitar que seu meio-irmão maligno encontrasse um livro que poderia ressuscitar Drácula e fazê-lo assumir o controle do universo – é incrível como alguém sempre quer dominar o mundo.

O enorme carro preto futurista que veio no Natal, e que supostamente era movido por controle remoto, se o controle não tivesse sido quebrado na primeira semana. O carro vermelho, também de design moderno e minimalista, que era sempre usado por um herói rico. Todas as dezenas de carrinhos usados em corridas perigosas por lugares muito além do chão da sala.

O Magneto, um vilão elegante, muitíssimo mais perigoso que o Magneto dos filmes, mais jovem e mais bonito. O Máskara, que veio de brinde com o xampu, com aquele sorriso congelado no rosto, os lábios verde-musgo e os olhos arregalados, e que, prestando atenção agora, me lembra seriamente a fusão do Coringa do Jack Nicholson com o do Heath Ledger, exceto por esse paletó amarelo-berrante e a gravata laranja com bolinhas pretas. De qualquer forma, ele não tem cara de herói, e deve ser por isso que sempre era um vilão, geralmente o poderoso chefão de um grupo de mafiosos nas ruas de alguma cidade carnavalesca — meu Deus, será que eu tinha síndrome de Joel Schumacher quando era criança?! Os Digimons, que nem sempre eram Digimons, já que era preciso fazer adaptações de vez em quando, dependendo da estória do dia. A Birdramon, por exemplo, chegou a virar uma fênix idosa, que deveria ser a guardiã da jovem filha do Deus-Sol, criada entre os humanos, longe do pai, sem saber de sua origem, para evitar que fosse encontrada pelo seu tio maquiavélico.

Todos os pedaços de brinquedos quebrados, que acabavam ganhando novas funções para que não fossem jogados no lixo sem dó nem piedade, como a asa esquerda da fênix, que se transformou em um espírito de fogo. Ou a capa do Batman, a única coisa que restou do homem-morcego — até hoje eu não sei onde aquele boneco foi parar —, que na falta de um corpo, foi reduzido a coadjuvante em estórias de fantasmas, até que decidi promovê-lo a líder, depois de algum tempo, com poderes especiais e terríveis. Até mesmo os pedaços de papel que viravam sereias, espadas e qualquer coisa que a mente podia conceber — e que depois a mãe jogava fora, porque ela não conseguia enxergar nada além de um pedaço de papel recortado. Ou aquele velho pedaço de cano preto que tinha sido usado como a bengala do Chaplin na feira da escola, e depois virou o cetro mágico do mais perigoso vilão que criei em toda minha existência, e do qual lembro até toda a trajetória de vida até hoje, digna de uma biografia cheia de detalhes.

As coleções de Rockanimal, Letronix, Circomix e tudo o que a revista Recreio inventava pra me fazer consumir. As pecinhas de Lego das quais surgiam castelos e naves espaciais. Os bonecos famosos, como o Buzz Lightyear, o Dexter, o Alladin, e que se metiam em infinitas continuações de seus filmes originais — Hollywood deveria ter me contratado, não sabem o talento que estavam perdendo para criar franquias intermináveis. Claro que não faltavam produções originais, até mesmo animações pensadas especialmente para a Disney, com músicas em inglês (entenda-se inglês aqui como palavras sem nexo criadas no momento em que eu me empolgava e, imaginando a cena, cantava a música de sua trilha sonora). Mas pra mim, as letras faziam o maior sentido.

E isso não é nem metade de tudo que está dentro dessas caixas e dessas sacolas. É a minha história, contada por mim e todos os meus amigos de plástico quando eu pulava com eles pelo quarto e fazia sons de feitiços sendo lançados e carros acelerando, e fazia a voz de cada um dos personagens em seus respectivos diálogos — e todo mundo em casa pensava que eu era doido ou autista, porque nunca tinham visto um menino tão estranho, que ficava fazendo esses barulhos esquisitos sozinho. Mas eu não estava sozinho.

Eles estavam ali, sempre que eu precisava. Eles estavam sempre dispostos a ouvir, e a construir comigo novos universos. E agora minha mãe me pergunta o que eu quero fazer com esse monte de coisa velha, e eu me sinto a pessoa mais culpada do mundo, por tê-los abandonado ali, e esquecido o quanto fomos felizes juntos. E como, apesar de todos os clichês – culpa da Sessão da Tarde, que perverteu minha mente com fórmulas repetidas, e até esse texto soa clichê agora –, eu era muito mais criativo naquela época do que sou agora. Me sentia o próprio Calvin. Me sentia capaz de fazer qualquer coisa, criar qualquer coisa, escrever sobre qualquer coisa. Onde foi parar a criatividade e a segurança agora, eu não sei mais.

Só sei que serei eternamente grato a eles por tudo isso. O destino deles é incerto, mas por enquanto ficarão aqui, não mais no quarto empoeirado, mas no meu quarto, onde eu posso observá-los e lembrar daquele tempo feliz, sem preocupações.

Tudo o que eu queria agora era poder encontrar alguém como a Bonnie, e me sentir seguro para deixá-los fazer essa outra criança tão feliz quanto eu fui.  

Toy Story 3 (Bonnie e Andy)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Para aqueles que me enviam spams

Entendo perfeitamente que esse é o trabalho de vocês, e que vocês precisam dele para sobreviver. Sei também que essa seja uma prática talvez até milenar: na Idade da Pedra, os spams eram aqueles desenhos nas paredes das cavernas de caçadores com lanças ao lado de um animal morto, oferecendo com 50% de desconto a presa capturada, com direito a entrega em domicílio. Com o tempo, a prática se aperfeiçoou através do fax, dos homens que gritam “compra-se e vende-se ouro”, no Centro, e, por que não, do telemarketing que nos acorda, pobres mortais, no meio da sesta, oferecendo um incrível liquidificador-processador-triturador com mais dez funções que nunca serão usadas na vida.

Vocês conquistaram o ódio de todas as nações do planeta e, mesmo assim, continuaram se expandindo. E, finalmente, em tempos de globalização e redes mundiais, conseguiram o seu grande objetivo: uma maneira rápida, eficaz e sofisticada para espalhar sua mensagem pelo mundo afora: o e-mail.

Apesar de tudo, eu, particularmente, não os odeio, caros spammers. Eu até me sinto feliz em ver que das 100 mensagens que eu recebo por dia, 97 são sempre suas. Vocês nunca me deixam me sentir sozinho na minha caixa de entrada. Porém, eu gostaria de apresentar uma breve reclamação aqui. Nada de muito grave (afinal de contas, vocês têm o meu endereço de e-mail, de IP e o meu número de CPF, podem fazer qualquer coisa, e eu não quero dar motivos para isso), apenas algumas observações a respeito dessa prática.

A primeira delas é em relação ao teor erótico da maioria das mensagens que eu recebo. Não, meus queridos spammers, ao contrário do que possa parecer, eu não tenho a menor vontade de aumentar o meu pênis em até dez centímetros. Ele já tem um tamanho suficientemente bom (assim eu acho). Não estou interessado em aumentar o tamanho do meu membro através das mais novas técnicas de massagem vindas diretamente do Oriente (e pelo que dizem, os chineses devem mesmo precisar delas), e muito menos submeter minha genitália a uma cirurgia que garantirá resultados mais eficazes.

Da mesma maneira, não quero saber de pílulas cem vezes mais eficazes que o Viagra e que prometem aumentar meu potencial sexual a ponto de eu poder copular 50 vezes por dia, exatamente como o tigre faz. E também não estou disposto a aprender 69 novas posições sexuais que não estão descritas nem na edição mais atualizada do Kama Sutra.

Meus queridos spammers, não estou interessado em nada disso. Assim como também não quero saber sobre a nova dieta da lua (você só come quando é lua nova), nem a dieta da ervilha (duas ervilhas no almoço; uma no jantar) e muito menos a do vinagre (quem disse que água é saudável? Beba vinagre e emagreça!). Não quero ter 80% de desconto em um remédio milagroso que vai me fazer perder 10 kg em uma semana, nem aprender a preparar o chá da erva-doce da flor da banana nigeriana, que parece ter o mesmo efeito. Acredito que já estou muito bem com meus 48kg.

E se vocês realmente me conhecessem, colegas, saberiam que eu não sou calvo. Portanto, não preciso de nenhuma espécie de remédio, chá ou mandinga da dona Maria que combata a calvície e que proporcione cabelos lisos e longos. Estou satisfeito com o meu cabelo, muito obrigado.

Se vocês me conhecessem, saberiam, também, que a minha área não é a de comércio, então eu não preciso de cursos de negociação, vendas, publicidade, persuasão avançada, perseguição intensiva a clientes em potencial ou telemarketing que telefona às 3h da manhã. Não tenho pretensões de trabalhar com nada disso, meus amigos.

Acho que vocês também deveriam saber que eu não quero conhecer as 12 maneiras de trazer a pessoa amada de volta em uma semana (Mãe Joana traz em três dias, bem mais eficiente), e nem fazer uma macumba on-line para que meu colega perca o emprego.

Também não quero assinar nenhum abaixo-assinado para indicar Michael Jackson ao Nobel da Paz ou salvar as baleias da Dinamarca, nem repassar nenhum e-mail que dará 3 centavos por mensagem para financiar o tratamento odontológico da filha da professora Maria do Céu. Não que eu tenha algo contra a professora Maria do Céu ou contra a filha dela ou contra os dentes dela, mas quem me garante que elas realmente vão ganhar esse dinheiro?

Por fim, também não quero nenhuma espécie de corrente, nem mesmo aquela que se você enviar aos seus 15 melhores amigos, algo de bom acontecerá a você exatamente às 19h30 desse dia. Já fiz isso antes, e o meu cachorro morreu nesse mesmo dia, às 19h30, o que não foi nada bom. Mas talvez tenha sido alguma macumba on-line direcionada a mim.

Agradeço muito pela sua atenção, caros spammers, e espero realmente ser ouvido. Gostaria que meus pedidos fossem atendidos. Se não for possível, pelo menos parem de pedir a senha da minha conta no banco, eu tenho certeza de que não preciso fazer nenhum cadastro novo nele. Isso já será um bom começo.

Grato,
Mais um internauta à beira de um ataque de nervos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Utilidade pública

Olá, seus lindos três ou quatro leitores que acompanham o blog deste indivíduo que vos fala.

Este post é apenas para dar um aviso de utilidade pública. Recebi um convite da Thabata Lima para ser um colaborador do blog que ela coordena, o Ardil Usual. Fiquei super contente com a oportunidade, e aceitei. Que fique logo claro: não estou abandonando este blog (apesar da escassez natural de posts dele). Continuarei escrevendo aqui (se conseguir, com um pouco mais de freqüência, quem sabe), mas agora possuo mais um lugar para exercitar meus textos – e para vocês lê-los e comentarem.

Portanto, visitem todos o Ardil, um blog que trata de cinema, música, arte, fotografia e cultura pop em geral. Um lugar de assuntos realmente aleatórios. Recomendo – ainda mais agora que eu sou funcionário!

Meu primeiro post já está no ar, “Trilhas Sonoras: coletâneas que todos deveriam ouvir”. Aqui: http://www.ardilusual.com

Obrigado a todos pela compreensão, continuem a ler e comentar, que isso me deixa feliz.